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25 junho, 2011

Excesso de Peso pode Comprometer o Cérebro

Se você tem entre 35 e 60 anos e está com uns quilinhos a mais, fique atento. Segundo um trabalho recém-concluído pela Associação Americana de Neurologia, pessoas na meia idade com IMC acima de 25 apresentam um maior risco de desenvolver algum tipo de demência quando ficam mais velhas. No estudo, cerca de 8 500 irmãos gêmeos foram pesados quando estavam na meia idade e, trinta anos depois, submetidos a uma avaliação neurológica. Entre os que foram diagnosticados com doença de Alzheimer e demência vascular — aquela causada pelo entupimento de vários vasinhos no cérebro —, 39% possuíam sobrepeso e 7% eram obesos por volta dos 35 anos. Essa incidência foi 80% maior em relação às pessoas com IMC abaixo de 25.
Para a endocrinologista Claudia Cozer, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, a explicação deve estar nos problemas circulatórios que normalmente afetam quem está fora do peso ideal. “Quem é obeso ou está com sobrepeso tem tendência a apresentar um aumento nos níveis de colesterol, pressão e glicemia, o que compromete os vasos sanguíneos”, explica. Quando a circulação é prejudicada, os vasos cerebrais também são atingidos e, em caso de entupimento, deixam de irrigar os neurônios, facilitando déficits cognitivos. Além disso, há indícios de que os mesmos fatores por trás de males vasculares contribuam para o aparecimento do Alzheimer, mal que afeta a memória, o raciocínio e a localização no espaço.

Por que aos 40?
A partir dessa faixa etária ficamos mais sujeitos a alterações de pressão, gordura e açúcar no sangue por causa da queda no metabolismo. Ou seja, os processos que ocorrem dentro do organismo ocorrem de maneira mais lenta, facilitando o aparecimento de distúrbios circulatórios e dificultando um retorno aos padrões ideais.  Assim, fica mais complicado não só perder os quilos extras, como mudar os próprios hábitos, o que gera um círculo vicioso.
Mas cabe um recado a quem tem 40 anos ou mais e sofre para se livrar da gordura acumulada. “Emagrecer não é o mais importante. O ideal é manter-se ativo e adotar uma alimentação balanceada, rica em verduras, frutas e legumes”, esclarece Claudia. Portanto, quem quer garantir uma mente saudável depois dos 70, deve se levantar já da cadeira.
 
Matéria retirada de Saúde é Vital

25 março, 2011

Gaúchos lideram o ranking de obesidade no país

A saúde do coração dos gaúchos corre sérios riscos. O churrasco pode estar com os dias contados no cardápio. O Rio Grande do Sul está em primeiro lugar no ranking brasileiro de obesidade e sobrepeso. As doenças cardiovasculares decorrentes deste problema já podem ser consideradas como epidemia. Em 30 anos o Brasil pode se tornar o campeão mundial de doenças do coração, superando os Estados Unidos. Os dados foram divulgados pela Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (Socergs) segundo uma pesquisa realizada em julho de 2010 pelo Instituto Methodus.

Em Pelotas 115 pessoas foram entrevistadas. Deste universo, 40,2% estão com sobrepeso e 8,9% considerados com obesidade moderada. Índices esses que ultrapassam Porto Alegre, onde dos 400 entrevistados, 36,8% foram avaliados com sobrepeso.

Fatores de risco

Cinco são os fatores de risco ligados às doenças cardiovasculares: tabagismo, hipertensão, diabetes, sedentarismo e obesidade. Leivas afirmou que o fumo é o motivo principal de doenças do coração. Questionados sobre o consumo de cigarros 19,1% dos pelotenses se declararam fumantes. De acordo com Leivas, no Rio Grande do Sul a queda do consumo de tabaco é menor em relação a qualquer outro estado do país. Os homens ainda fumam mais que as mulheres. Entretanto o número de fumantes cresce entre os adolescentes. Em segundo lugar estão os maus hábitos alimentares. A carne vermelha e o excesso de sal também são grandes vilões nesses resultados.

Crianças obesas

"Criança gorda não é criança saudável. Os pais precisam aprender isso de uma vez por todas", explicou Leivas. Muito tempo em frente ao computador, à televisão e ao videogame, aliado a uma alimentação baseada em fast foods, salgadinhos, refrigerantes e doces, somados a pouca ou a nenhuma atividade física. O resultado disso são meninos e meninas com peso excessivo.

Matéria retirada de  Só Nutrição 

07 setembro, 2010

Obesidade rouba 8 anos


De acordo com estudo divulgado em congresso internacional sobre obesidade na Suécia, pessoas obesas morrem, em média, oito anos antes em comparação com pessoas da mesma faixa etária sem distúrbios alimentares.

A pesquisa foi feita por uma equipe de dinamarqueses do Hospital Universitário de Copenhague, com 5.000 recrutas entre 20 e 80 anos. Dois mil deles eram obesos no início dos trabalhos. O estudo aponta que a tendência a engordar começa antes dos 20 anos. A partir desse patamar, a probabilidade de desenvolver obesidade diminui, conforme aponta o estudo.

Segundo os cientistas, o risco de morte prematura aumenta 10% a cada unidade acima do patamar de 25 pontos do Índice de Massa Corporal (IMC), estabelecido como limite para peso normal.

O valor leva em conta a massa de um indivíduo em função da altura para determinar a taxa de gordura.

"Com 70 anos, 70% dos homens do grupo com massa normal e 50% das pessoas obesas da pesquisa estariam vivos e nós estimamos que, a partir da meia-idade, as pessoas acima do peso morreriam oito anos antes na comparação", explica Esther Zimmermann, médico e coordenador do estudo.

Mesmo sem considerar mulheres, os pesquisadores do Instituto de Medicina Preventiva do Hospital, setor responsável pelo trabalho, acreditam que os dados corroborem estudos anteriores com o gênero.

Matéria retirada do site Banco de Saúde

05 julho, 2010

O sonho de ser magro sem deixar de comer


Seria um sonho se houvesse um medicamento que conseguisse impedir que acumulássemos gordura, mesmo comendo de tudo, sem restrições.

Devido à relação direta com a obesidade, o mecanismo de ação de um peptídeo, a neuromedina B (NB), está intrigando a pesquisadora Carmen Cabanelas de Moura, do laboratório de Endocrinologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Carmen está coordenando uma pesquisa que investiga como a interação desse peptídeo com seu receptor age no controle do peso.

"Os peptídeos, em geral, precisam se ligar a uma molécula específica, o receptor, para que possam desempenhar suas funções", explica ela. "Pelos resultados iniciais, observamos que uma modificação genética, que cesse a produção desse receptor - sua deleção -, muda a forma de acumulação de gordura."


Ingestão alimentar e peso corporal

Ainda não se sabe exatamente qual a função da NB (neuromedina B), mas, segundo a pesquisadora, sabe-se que, além de amplamente expressa no organismo humano, ela vem sendo apontada como fator importante nos mecanismos de ingestão alimentar e no controle do peso corporal.

Entretanto, os dados apresentados pelas pesquisas até o momento são discrepantes, e foi a necessidade de informações mais precisas sobre a dinâmica da NB que motivou a realização desse estudo.

"Os artigos que achamos trazem resultados antagônicos, e, por isso, sentimos necessidade de entender melhor a ação desse peptídeo no organismo", diz Carmen. "Com dados mais precisos e, portanto, mais confiáveis, podemos direcionar novos estudos que visem à prevenção da obesidade", complementa.


Ação da neuromedina B

Sendo assim, o objetivo principal do projeto é buscar conhecer a ação da NB no organismo.

Para isso, na metodologia usada, camundongos fêmeas normais e com deleção do receptor de NB foram mantidas em dieta normal ou dieta hiperlípidica - com alto teor de gordura para induzir a obesidade. O peso corporal e a quantidade de alimento ingerido foram mensurados três vezes por semana e após três meses de experimento, todos os animais foram sacrificados.

Carmen explica que a deleção do receptor simula a inibição da proteína, logo, o método permite avaliar o desempenho do metabolismo energético na presença e na ausência da NB.


Com fome e sem gordura

Segundo a pesquisadora, o resultado mais significativo sugere que a ausência da NB diminui o acúmulo de gordura, sem inibição da fome.

"Os animais com deleção do receptor, mantidos em dieta hiperlipídica, apresentaram ganho de apenas 19% no peso corporal, enquanto os animais normais, mantidos nas mesmas condições, tiveram ganho de 55%, quase três vezes mais", conta Carmen.

Ela afirma que a inibição da NB não age como anorexígeno, ou seja, não induz perda de apetite. "Os animais dos dois grupos - normais e com deleção de receptor -, em dietas hiperlipídicas, mantiveram a mesma proporção alimentar, ou seja, não houve perda de apetite", diz.

"Mas, por algum motivo, os animais com deleção do receptor apresentaram menor eficiência alimentar, ou seja, engordaram menos mesmo ingerindo a mesma quantidade de alimento", explica. "Isso pode sugerir que eles tenham um maior gasto energético, o que pode ser uma explicação para aqueles indivíduos, que chamamos de 'magros de ruim', que comem de tudo e não engordam", sugere a pesquisadora


Alterações metabólicas

Os animais com deleção do receptor também se mostraram resistentes a outras alterações metabólicas, causadas pelo consumo exacerbado de gorduras. Comparando os grupos mantidos em dieta hiperlipídica, Carmen conta que apenas os animais normais tiveram intolerância à glicose, situação precursora da diabetes.

Além disso, apresentaram maior concentração de leptina - hormônio produzido pela gordura, que em níveis normais promove a saciedade, mas em níveis elevados induz sua própria resistência, gerando um efeito inverso.

Para Carmen, outro resultado relevante é que a enzima hepática alfa-GPDm, cuja principal atividade está ligada ao gasto energético, se manteve em níveis normais nos animais com deleção do receptor mantidos em dieta hiperlipídica, enquanto nos animais normais, sob a mesma dieta, sua dosagem se apresentou diminuída.

"Esse resultado sugere que, de alguma maneira, a ação da NB interfere no gasto energético, o que pode ser uma explicação para a resistência à obesidade dos animais com deleção do receptor", explica a pesquisadora. Esses resultados, mesmo que preliminares, darão subsídios para direcionar novos estudos. "Agora, por exemplo, estamos buscando uma metodologia para elucidar em quais parâmetros a NB está relacionada ao gasto energético, a fim de buscar respostas para os resultados obtidos", adianta.


Inibidor do acúmulo de gordura

Hoje, a obesidade já é considerada uma epidemia mundial, origem de diversas alterações metabólicas - como hipertensão e diabetes - que aumentam o risco das complicações cardiovasculares, principal causa de morte no mundo.

Logo, entender todos os mecanismos fisiológicos relacionados à obesidade dá recursos para avanços farmacêuticos e terapêuticos que visem sua prevenção.

"Quem sabe, num futuro próximo, teremos conhecimento suficiente para produzir um composto inibidor de NB, que diminua o acúmulo de gordura", idealiza. Enquanto o sonho de se tornar "magro de ruim" não vira realidade, o melhor é manter a rotina de equilíbrio alimentar aliado à prática de exercícios físicos.


Matéria retirada do site Diário da Saúde

10 maio, 2010

Influência da Suplementação de Carboidratos em Atletas na Função Imune

É sabido que o exercício prolongado reduz acentuadamente os níveis de glicogênio muscular, tornando constante a preocupação com sua reposição correta. Dessa forma, a ingestão de uma dieta rica em carboidratos é fundamental para o desempenho de todas as atividades esportivas, em todos os seus níveis, mas principalmente nos exercícios de alta intensidade e longa duração.

A lesão tecidual que ocorre após o exercício intenso e prolongado provoca uma resposta de fase aguda no nosso sistema imunológico, caracterizada pela liberação de citocinas pró inflamatórias e fator de necrose tumoral, sendo que essas atuam sinergisticamente. Além disso, citocinas pró inflamatórias liberadas em resposta à lesão muscular induzida pelo exercício exaustivo estimulam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA), sendo que isto promove aumento da liberação do cortisol ao mesmo tempo em que limita a liberação de interleucinas. É válido ressaltar que a diminuição da concentração plasmática de glicose está relacionada com a ativação do eixo HHA e o subsequente aumento da síntese e liberação de cortisol.

Uma série de intervenções nutricionais tem sido testada com o intuito de modular os efeitos induzidos pelo exercício intenso e prolongado sobre a resposta inflamatória e imune, sendo que os resultados mais positivos são observados com a suplementação de carboidratos. Alguns estudos recentes têm relacionado a ingestão de carboidratos durante o exercício de resistência aeróbica a fatores tais como: redução das respostas do cortisol, menor perturbação da contagem do número de células do sistema imune no sangue e diminuição da atividade fagocitária e oxidativa dos granulócitos e monócitos.

Em um estudo recente feito com 16 judocas, foi observado que a ingestão de bebida carboidratada pelos atletas durante uma sessão de treino resultou em uma possível proteção à saúde imunológica dos atletas. Em um outro estudo realizado com dez triatletas foi avaliado o efeito do exercício e da ingestão de uma bebida contendo carboidrato (6%) versus placebo sobre a resposta imune após 2,5h de corrida ou ciclismo. Foi observado que a ingestão de carboidrato, mas não a modalidade de exercício, influenciou significativamente as respostas plasmáticas de glicose e hormônios, promovendo diminuição das alterações na contagem de leucócitos e de citocinas no sangue.

Sendo assim, estes estudos indicam que atletas que utilizam desta estratégia nutricional em exercícios prolongado e intensos podem minimizar o estresse fisiológico e, com isso, proteger o sistema imunológico.


Matéria retirada do site RG Nutri

14 abril, 2010

Como o Brasileiro se alimenta

Confira os dados sobre a alimentação e atividades físicas dos brasileiros.

Estimativas globais da OMS indicam que a alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas possuem alto impacto na prevenção de doenças cardiovasculares, do diabetes e de diversos tipos de câncer.

A pesquisa Vigitel 2009, levantou dados sobre a alimentação e atividades físicas dos brasileiros. Confira as principais estatísticas:

Consumo de feijao

Consumo de verduras e frutas

Consumo de gorduras

Atividades fisicas brasil

Sedentarismo brasil


Matéria retirada do site Banco de Saúde