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22 setembro, 2010

O Que Não Fazer Quando Começar a Treinar


Nos últimos anos a procura por academias tem aumentado significativamente e junto com ela a busca de uma alimentação balanceada se mostra de fundamental importância para permitir que esportistas atinjam seus objetivos, sejam eles relacionados ao desempenho, estética ou qualidade de vida.

Estudos mostram que o simples fato da pessoa começar a praticar uma atividade física já resulta em modificações no hábito alimentar, porém muitas delas adotam comportamentos alimentares inadequados. A seguir listamos alguns destes comportamentos:

Uso de suplementos nutricionais de forma indiscriminada e sem orientação

A alimentação inadequada e o uso indiscriminado de suplementos, além de não melhorar o desempenho, podem engordar e até trazer riscos à saúde. Deve-se lembrar que, apesar do apelo de light, sem gordura e pouco calórico, os suplementos contem carboidratos e proteínas, cujo excesso pode se transformar em gordura. Assim, é necessário que os esportistas sejam devidamente orientados antes de consumir suplementos.

Inclusão de alimentos light que muitas vezes são mais calóricos

Com o objetivo de ter uma alimentação balanceada e mais nutritiva, muitas pessoas passam a substituir seus alimentos de rotina por “alimentos saudáveis”, como pão integral, queijo branco, peito de peru, frutas e barras de cereais. Porém poucos prestam atenção nas quantidades que estão sendo consumidas e no valor calórico destes alimentos, uma vez que mesmo sendo considerados saudáveis podem levar ao ganho de peso se não forem consumidos de maneira correta. Produtos diet e light também possuem calorias e devem ser consumidos com cautela e de acordo com as necessidades e particularidades de cada indivíduo.

Não adaptar a alimentação ao treino

Com a prática de atividade física, seja ela qual for, o organismo passa por mudanças que refletem no consumo alimentar. O metabolismo passa a ser mais acelerado, o que exige uma maior quantidade de energia que deve ser suprida através da alimentação. Dessa forma, é normal que o individuo que começa a freqüentar a academia sinta mais fome em relação aos dias em que não treinava, pois não tinha um desgaste maior e necessidade energética elevada. Esse incremento de energia pode levar a ingestão desordenada de alimentos e conseqüente ganho de peso.

Comer salada e grelhado no almoço

O horário do almoço acontece em um momento de grande demanda (necessidade) energética. Enganar o corpo ingerindo apenas saladas e restringir nutrientes importantes para esse período, como carboidratos e proteínas, pode descompensar o corpo, o qual pode “pedir” um chocolate mais tarde, ou desencadear uma crise posterior de compulsão alimentar. Dessa forma, a almoço deve ser leve, com pouca gordura, saladas, mas deve conter também alimentos fontes de carboidratos (como arroz, feijão, batata). Além disso, algumas saladas têm valor calórico considerável principalmente quando acompanhado com molhos, portanto deve-se tomar cuidado ao fazer essas escolhas.

Usar o horário do almoço para treinar, e não comer nada

Muitas pessoas usam o horário do almoço para treinar, e omitem essa refeição em um momento importante do dia (grande gasto energético, que aumenta ainda mais somando-se as calorias gastas no treino). Isso pode levar a uma recuperação lenta, e o metabolismo acaba ficando mais lento na tentativa de economizar energia. Resultado: compulsão alimentar posterior e maior facilidade para engordar.

Não comer após o treino

Nosso corpo precisa de energia para a atividade física e a ingestão de carboidratos e proteínas após o treino é fundamental para a recuperação muscular. Muitas pessoas optam por não comer, na tentativa de “continuar gastando gordura”, mas a má recuperação muscular pode comprometer o resultado do treino e gerar aumento indiscriminado da fome em momentos mais tardios do dia.


Matéria retirada do site Rg Nutri

04 julho, 2010

Sistema Imunológico, Exercícios e Alimentação


O enfraquecimento do sistema imunológico pode ser estimulado por diversos fatores como o estresse, a permanência em locais fechados, o clima, a alimentação, o tabagismo, o sono e a atividade física.

A influência da atividade física sobre o contexto do sistema imunológico tem merecido atenção relevante no cenário científico, principalmente quando se relaciona o exercício com a incidência de infecções do trato respiratório superior. O exercício físico pode resultar em respostas tanto positivas como negativas à imunidade, dependendo do modelo de estresse a que o corpo é submetido. Em situações de atividade física extenuante, como no caso dos atletas envolvidos em longos períodos de treinamento intenso, o aumento da suscetibilidade a infecções é amplamente observado.

De acordo com Gleeson, 2007, a prática de exercício físico moderado pode promover uma ação positiva ao sistema imunológico reduzindo a incidência a infecções, já exercícios intensos e de longa duração podem reduzir a resposta imnuológica por um período de três a vinte e quatro horas, tornando o organismo do atleta mais suscetível à riscos de infecções durante este período.

Entre as várias hipóteses feitas para explicar tal ocorrência, é a teoria da curva em “J” de Niemann e Canarella, a teoria da janela aberta de Pedersen e Ullum, que propõem, a existência de período de imunossupressão após exercício de alta intensidade.

De acordo com o gráfico abaixo, quanto maior o volume de treino, maior é a incidência de doenças do trato respiratório superior:


Fonte:. MAUGHAN, R.J., 2009.


Para garantir uma redução destes riscos é fundamental promover uma excelente recuperação através da oferta adequada de nutrientes e garantir um sono de qualidade.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, 2009, oferecer uma ingestão adequada de nutrientes como os carboidratos e garantir uma boa hidratação, é um fator fundamental para recuperação do atleta:


  • Carboidratos: 10g/kg de peso/dia (durante o exercício: entre 7 e 8g/kg de peso/hora de treino e após o exercício: carboidratos simples entre 0,7 e 1,5g/kg peso no período de quatro horas);
  • Hidratação: Exercícios prolongados: ingestão de líquidos contendo sódio e carboidrato.


Oferecer quantidades adequadas de proteínas, vitaminas e minerais também é essencial, e ainda vários estudos recentes vêem demonstrando que os probióticos podem oferecer benefícios ao sistema imunológico através do controle da microbiota intestinal, promoção da resistência gastrintestinal à colonização por patógenos e estimulação do sistema imune.

Além disso, de acordo com Palma, et al, (2007), garantir um sono de qualidade é essencial já que a privação do sono resulta em alterações importantes no sistema imunológico.


Matéria retirada do site Rg Nutri

21 fevereiro, 2010

9 Alimentos pra você crescer antes e depois do treino

Se desenvolver peitoral, bíceps e tríceps dependesse apenas de comer pizza e batata frita e beber cerveja em grandes quantidades, todos os homens seriam sarados. Mas infelizmente essas coisas no máximo fazem crescer os pneus na barriga - e não é isso o que você quer. Afinal, quais alimentos contribuem para o crescimento muscular? Com a ajuda de especialistas em nutrição e esporte, encontramos nove itens indispensáveis para você turbinar sua dieta e ganhar massa. E o melhor é que quase todos eles já fazem parte da sua lista de supermercado.

Ovos, carne, amêndoas, salmão, azeite de oliva e chocolate estão cheios de substâncias que nutrem as fibras musculares e ajudam na recuperação pós-treino. Até água e café funcionam, ao hidratar e dar pique. Então, abra a boca e cresça.

Ovo: rei da proteína

Bom para o muque: a proteína dos ovos, de alto valor biológico, ajuda seu corpo a formar e renovar ossos, pele e músculos. Ela estimula o crescimento das fibras musculares e, junto com os carboidratos, ajuda na recuperação pós-treino - quando seu corpo precisa repor tudo o que gastou malhando. "Os aminoácidos da proteína também contribuem para a produção do hormônio masculino, a testosterona, associado ao desenvolvimento muscular", diz a nutricionista Cynthia Antonaccio. Boa parte do valor protéico do ovo se concentra na clara, mas não dispense a gema: ela contém vitamina B12, necessária para a quebra de gorduras e para a contração muscular. Bom para o corpo todo: os ovos têm um arsenal de nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo, como riboflavina, ácido fólico, vitaminas B6, B12, D e E, além de ferro, fósforo e zinco. "Contêm ainda colina, aminoácido neuroprotetor fundamental para o trabalho do cérebro", diz Cynthia.

Amêndoas: fonte da juventude

Boa para o muque: essas oleaginosas contêm vitamina E na forma de alfa-tocoferol, um antioxidante poderoso. Não entendeu? Esqueça os nomes esquisitos e se concentre no benefício: os antioxidantes defendem seu corpo dos radicais livres, moléculas que causam dano às células, são responsáveis por doenças e pelo envelhecimento precoce. Seus efeitos nocivos são potencializados por poluição, cigarro, álcool e estresse. As amêndoas (além das nozes e das castanhas-do-pará) estão cheias de antioxidantes. Esses agentes secretos ajudam os músculos a se recuperar depois de um treino pesado. Boa para o corpo todo: ricas em ácidos graxos poliinsaturados, as amêndoas são grandes amigas do coração, pois ajudam a baixar o LDL, o colesterol ruim, responsável pela formação de placas de gordura nas artérias. Repletas de cálcio, também fazem bem aos ossos.

Salmão: regulador do crescimento

Bom para o muque: esse peixe de águas frias tem proteínas e ácido graxo ômega 3. "Essa gordura benéfica estimula a produção de hormônios que, por sua vez, favorecem o crescimento muscular", explica a nutricionista. Depois do treino, monte um prato com salmão grelhado e carboidratos (uma porção de arroz ou de batatas cozidas, por exemplo). Esse cardápio vai garantir energia extra aos músculos e auxiliar na sua recuperação. Bom para o corpo todo: vários estudos mostraram que o ômega 3 ajuda a prevenir doenças cardíacas e inflamatórias (como a artrite), além de contribuir para o tratamento de doenças degenerativas, como o mal de Alzheimer e alguns tipos de câncer.

Iogurte: alívio pós-treino

Bom para o muque: a combinação de proteínas e carboidratos faz desse derivado do leite uma ótima pedida para a recuperação depois de uma sessão intensa de musculação. Prefira as opções sem açúcar e adicione frutas ou granola. Os carboidratos contidos nesses ingredientes vão aumentar seus níveis de insulina (hormônio que mantém o equilíbrio das taxas de açúcar no sangue) e, junto com a proteína do leite, ajudar a impedir o catabolismo - quando o corpo queima massa para repor a energia perdida nos exercícios. Bom para o corpo todo: além de ser fonte de cálcio (bom para ossos e dentes), esse alimento possui pequenas quantidades de CLA (sigla em inglês para o ácido linoléico conjugado, encontrado nos laticínios). Estudos mostraram que esse nutriente acelera o metabolismo e bloqueia o processo de lipogênese (acúmulo e armazenamento de gordura no corpo).

Carne: creatina fatiada

Boa para o muque: a carne vermelha é a principal fonte de creatina, combustível para o aumento de força e resistência muscular: são 2 gramas para cada 500 gramas de carne. Para evitar as calorias e gorduras, prefira carnes magras, como maminha, filé mignon, coxão mole ou duro e lagarto. A carne é também fonte importante de ferro e zinco, nutrientes vitais para o desenvolvimento da fibra muscular. "O ferro participa da formação das células vermelhas do sangue, que dão mais pique e energia", diz Cynthia. Boa para o corpo todo: a carne tem licopeno, que fortalece o sistema imunológico e contribui para a prevenção do câncer de próstata.

Azeite de oliva: energia em gotas

Bom para o muque: as gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas do azeite diminuem os níveis de uma proteína celular de nome sinistro: o fator de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), ligado ao enfraquecimento e desgaste dos músculos. Opte pelo azeite extravirgem (extraído por meio da prensagem a seco das azeitonas), já que nele há maior concentração de gorduras monoinsaturadas e também de vitamina E, antioxidante campeão na luta contra os radicais livres, que lesionam as células. Bom para o corpo todo: por todos os seus benefícios para a saúde, o azeite é considerado alimento funcional. Com alto teor de gorduras saudáveis, ele afasta o risco de doenças cardíacas, câncer de cólon, diabetes e osteoporose.

Água: o banho do músculo

Boa para o muque: como os músculos são formados por 75% de água, a queda no nível de hidratação corporal pode prejudicar a performance nos treinos. Um estudo feito na Alemanha mostrou que a síntese de proteínas (fundamental para o crescimento muscular) é melhor em células bem hidratadas. Ou seja, quanto mais desidratado você estiver, mais lentamente seu corpo usa as proteínas para construir musculatura. Bom para o corpo todo: beber bastante água facilita a eliminação de toxinas pela urina, melhora o funcionamento dos intestinos e nutre a pele. Numa pesquisa da Universidade de Loma Linda (EUA), homens que beberam cinco ou mais copos de água por dia apresentaram risco 54% menor de sofrer ataques cardíacos fatais, em comparação com os que beberam dois ou menos.

Café: força para mais repetições

Bom para o muque: a cafeína aumenta sua disposição para treinar, diz um estudo da revista americana Medicine and Science in Sports and Exercise. Os cientistas sugerem que a cafeína também estimula diretamente os músculos e contribui para o aumento das repetições nos exercícios. Atenção: caso você tenha um histórico de pressão alta, modere o consumo de café. Bom para o corpo todo: "Além de ter propriedades antioxidantes, o café propicia a aceleração da queima de gordura", afirma a nutricionista Cynthia Antonaccio.

Retirado de: Revista Men's Health

04 fevereiro, 2010

Alimentação dos Atletas nos dias de Verão


As altas temperaturas do verão levam naturalmente os indivíduos a aumentarem suas perdas de água, vitaminas e minerais através do suor. Tais perdas são potencialmente maiores em atletas, já que esses tem que suar muito mais para conseguirem dissipar o calor produzido pelo corpo nas práticas esportivas, o que propicia o resfriamento do corpo e evita a hipertermia.

Uma das questões mais importantes e estudadas atualmente na nutrição esportiva é a hidratação de atletas, especialmente se treinos e competições são praticadas sob altas temperaturas, situação que os predispõe a desidratação, um problema que pode levar a queda da performance, fadiga e até a morte.

A água é o maior componente do corpo humano ocupando entre 45 e 70% de seu volume, correspondendo a aproximadamente 33 à 53 litros para um indivíduo de 75kg. Uma perda de água normal é de 2 à 3 litros por dia para indivíduos submetidos a temperaturas climáticas, com 50% do total perdida em forma de urina. Durante exercícios intensos, em ambiente quente, esta quantidade de líquidos pode ser perdida em 1 hora.

A desidratação é prejudicial ao desempenho atlético tanto em esportes de longa duração quanto nos exercícios intensos. Mesmo um grau leve de desidratação como 1%, 2% ou 3% do peso corporal podem prejudicar a capacidade de desempenho e impedir um atleta de atingir o seu desempenho máximo. Já a perda excessiva de 5% do peso corporal pode reduzir a capacidade de esforço em aproximadamente 30%.

Desta forma, toda a estratégia de alimentação durante o verão deve atender principalmente as necessidades de hidratação. Por outro lado, as refeições diárias podem e devem contribuir positivamente para o desempenho e saúde.

Algumas dicas de alimentação para treinar de forma eficiente no verão:

Os alimentos que devem ser destacados no verão são: frutas, verduras e legumes, pois são ótimas fontes de vitaminas, minerais, fibras e água, além de serem alimentos refrescantes que combinam com a alta temperatura do verão.

Consuma à vontade folhas verdes e legumes (de preferência os crus). Cuidado apenas com o tempero das saladas: evite a maionese e os molhos prontos preferindo o azeite, o limão, o vinagre e os molhos leves em geral.

As gorduras vegetais (azeite, óleo de girassol, soja etc) combinam com as preparações de verão e são mais saudáveis que as gorduras de origem animal.

As carnes magras são as mais indicadas para esta época, pois são mais facilmente digeridas evitando desconfortos além de serem mais saudáveis. Opte pelas carnes brancas de aves, peixes, e cortes de carne vermelha magros. Por outro lado, evite as carnes das aves com a pele, a carne de porco e carnes vermelhas como a picanha. Quanto a forma de preparo varie entre cozidos, grelhados e assados, deixando de lado as frituras que não combinam com o clima quente do verão, além de serem extremamente calóricas.

As sobremesas mais refrescantes são as melhores opções para o verão: opte sempre por frutas ou doces à base de frutas, tais como: sorvetes de frutas no palito, compotas geladas de frutas, saladas de frutas, flans de frutas, etc.

Oferecer líquidos palatáveis, que seja do agrado do atleta e que dessa forma desperte o desejo de se hidratar. A ingestão de liquidos deve acontecer antes, durante e depois da prática esportiva;

Na competição ou em uma sessão de treinamento, deve-se reforçar a hidratação a cada 15 e 20 minutos, mesmo que o atleta não tenha vontade de beber;

Pesar-se antes e após a competição ou da sessão de treinamento é um procedimento simples e efetivo para determinar o quanto de líquidos deve ser ingerido. A ingestão de líquidos pós exercício deve ser 150% do peso perdido nas primeiras horas da recuperação. O atleta que perder 1 kg, por exemplo, deve beber 1,5 litro de líquido nesta fase.

Vale lembrar que as recomendações gerais referentes a nutrição esportiva devem continuar a ser atendidas no verão: refeições fracionadas ricas em energia provenientes dos carboidratos, ingestão de fontes protéicas que estimulam a recuperação muscular e controle da ingestão de gorduras, que podem diminuir o desempenho.

Retirado de: RG Nutri

21 janeiro, 2010

Nove segredos para turbinar seu treino


Pequenos ajustes fazem uma grande diferença durante a sessão de exercícios. E os resultados são espantosos. Confira!

A fórmula para perder peso e dar um fim aos pneus não tem nada de secreta: basta gastar mais energia do que você consome. E, na prática, parece impossível fazer essa equação fechar no vermelho, já que, para torrar tudo o que ingerimos, seria necessário passar muitas horas suando a camisa. Nem sempre, porém, isso é 100% correto. O cuidado com a dieta é imprescindível e com alguns macetes simples é possível elevar — e muito — o consumo de calorias enquanto você pratica atividade física e até mesmo durante os afazeres diários. E essa boa notícia, confirmada por pesquisadores de vários cantos do globo, vale para todos — dos aficionados pelos halteres a quem está começando a se exercitar só agora.
1. PEGUE MAIS PESADO
É o que recomendam pesquisadores da Universidade Furman, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos. Usar anilhas ou halteres um pouco maiores durante os exercícios, ainda que o volume final da série seja o mesmo, queima cerca de 25% mais calorias — ou seja, você consegue despender mais energia fazendo 5 repetições com pesos de 4 quilos do que 10 repetições com 2 quilos, por exemplo. Isso porque a carga extra provoca microfissuras nos músculos, obrigando o corpo a um gasto adicional para reconstituí-los. Mas nem pense em fazer isso por conta própria. Converse com o seu treinador. “São necessários testes para determinar a carga ideal para produzir esse resultado sem o risco de lesões”, alerta a educadora física Clóe Celentano, da 4US Consultoria e Assessoria Esportiva, em São Paulo.
2. CURTO-CIRCUITO
Em vez de fazer duas ou três séries seguidas do mesmo exercício, complete apenas uma e parta para o próximo movimento e assim por diante, voltando à primeira etapa só depois de realizar toda a sequência. Essa é outra sugestão de pesquisadores da Universidade Furman. Eles compararam um grupo de voluntários que malhou em circuito e outro que fez musculação da maneira convencional. Conclusão: o primeiro time gastou o dobro de calorias. Quando a gente faz várias séries no mesmo aparelho, uma depois da outra, costumamos descansar entre elas, deixando a frequência cardíaca cair. “Ao acrescentar uma corrida na esteira ao final de cada rodada, por exemplo, aumenta-se ainda mais o efeito de turbinar a malhação”, ensina Clóe Celentano. “Essa, aliás, é uma ótima estratégia
para pessoas com pouco tempo para se exercitar.”

3. ALÉM DO AQUECIMENTO
Um indivíduo deve praticar um exercício aeróbico por pelo menos 12 minutos, na maioria dos dias da semana. Dessa forma, o organismo aprende a usar mais oxigênio, além das enzimas que quebram gordura, na hora da suadeira e, de quebra, nas atividades corriqueiras. A afirmação é de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, em solo americano. “Para que o corpo queime os depósitos adiposos, é preciso que ele passe por uma espécie de especialização, já que a gordura é uma substância complexa”, explica Sergio Garcia Stella, coordenador do curso de educação física da Universidade de Ribeirão Preto, no interior paulista. E, sem o trabalho cardiovascular, a tal especialização não ocorre.
4. AGITAÇÃO VERSUS CALMARIA
Outra receita para acelerar a perda de peso é alternar alguns minutos de malhação de alta intensidade e de baixa, durante 20 minutos, três vezes por semana. Foi o que descobriram pesquisadores da Universidade Nova Gales do Sul, na Austrália. Esse treino vigoroso também reduziu as medidas dos voluntários do estudo em mais de 12% — em ambos os casos, os resultados foram superiores ao do pessoal que se exercitou por 40 minutos. E, claro, o metabolismo desse pessoal foi às alturas. Em outras palavras, o organismo deles passou a consumir mais oxigênio depois da atividade, incinerando os estoques energéticos. Fragmentar o treino em sessões de 10 minutos, três vezes ao dia, ou malhar durante 30 minutos ininterruptos produzem o mesmo resultado — mas, em alguns casos, a primeira tática é ainda mais eficiente.
5. ESTICA-ESTICA DE RESULTADO
Tem gente que deixa de se alongar antes e depois da atividade física por pura preguiça. Que mancada, diriam cientistas do Instituto Virginia Sportsmedicine, nos Estados Unidos. Eles comprovaram que os alongamentos mantêm os músculos flexíveis, facilitando a movimentação durante as atividades aeróbicas e ainda auxiliam na sua recuperação depois do esforço. “Um maior número de fibras musculares é recrutado quando nos alongamos. Isso ajuda a prevenir lesões e a gastar mais calorias”, explica Sérgio Garcia Stella. “Além disso, há o aumento na irrigação sanguínea e no tônus muscular”, complementa o personal trainer Fernando Jaeger, do Instituto de Performance Humana no Brasil, um centro de excelência americano voltado ao treinamento dos profissionais de fitness. Tudo isso faz seu exercício render mais — e, assim, gastar mais também.

6. BEBA ÁGUA GELADA
Ela dá mais disposição para malhar, indica um estudo publicado na revista científica Journal of British Studies. O pique para se exercitar, confirma a pesquisa, aumenta em 25% quando se consome o líquido refrigerado em média a 4 oC. Além disso, os goles resfriados deixam a execução do exercício mais fácil. “A temperatura baixa permite que o líquido entre com mais facilidade nas células”, diz Clóe Celentano. “Ela também melhora a regulação térmica do organismo, prolongando o período da prática da atividade física.” O recomendado é beber 200 mililitros de água ou um copo por hora. “Mas o ideal é ingeri-la aos pouquinhos, evitando, assim, um choque térmico, que pode provocar o mal-estar”, alerta Fernando Jaeger.

7. MEXA OS BRAÇOS AO CAMINHAR E CORRER
O simples ato de dobrar os cotovelos em 90 graus e movimentá-los à medida que dá os passos amplia o gasto calórico em média 15%, além de acelerar automaticamente o ritmo da malhação. “Dessa maneira, mais músculos são envolvidos, exigindo trabalho extra do coração”, explica Clóe. “A atividade física que mais despende calorias é a corrida na neve com ski, justamente por solicitar tanto as pernas quanto os braços”, exemplifica Sergio Garcia Stella.
8. SUBA A LADEIRA
Inclinar a esteira durante a corrida ou a caminhada, sem deixar o ritmo cair, aumenta em 60% o consumo de calorias. Mas a maioria das pessoas não tem fôlego para isso. A solução, nesse caso, é alternar 5 minutos no plano e outros 5 com o aparelho elevado. “A inclinação até 4 graus é segura até mesmo para quem tem problemas nas articulações”, garante o ortopedista e médico do esporte Victor Matsudo, coordenador científico do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs), na Grande São Paulo.
9. SOM NA CAIXA
Levantar pesos ou gastar a sola do tênis na esteira ouvindo músicas animadas é outra tática para exterminar mais e mais calorias. Isso porque as melodias agitadas são capazes de fazer o indivíduo se exercitar até 20% mais. Essa é a conclusão de um estudo da West London’s Brunel University, na Inglaterra. Os pesquisadores afirmam que o som aumenta o vigor, combate a fadiga e sincroniza os movimentos do corpo com as batidas, evitando que o ritmo da malhação caia. “A música estimula o sistema nervoso simpático, que libera mais adrenalina, elevando o recrutamento de fibras musculares e, de quebra, o gasto calórico”, explica Sergio Garcia Stella.

Retirado de: http://saude.abril.com.br/edicoes/0318/corpo/conteudo_520779.shtml